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| Foram 10 milhões de votos em candidaturas LGBT+ |
O cenário político brasileiro passou por uma transformação histórica no primeiro turno das Eleições 2026. De acordo com o balanço consolidado por institutos de monitoramento e plataformas de diversidade, o número de lideranças LGBTQIA+ eleitas para o Congresso Nacional e para as assembleias legislativas estaduais saltou de 18 representantes em 2022 para um recorde de 35 cadeiras em 2026.
O avanço mais expressivo foi registrado na Câmara dos Deputados, onde a bancada federal mais que triplicou de tamanho. Em 2022, apenas quatro mulheres negras e trans haviam conquistado mandatos federais; neste ano, o total chegou a 13 cadeiras na capital federal. Além disso, o pleito marcou a ampliação geográfica da representatividade, com parlamentares assumidos conquistando vagas em estados que nunca haviam elegido nomes da comunidade em eleições gerais.
A nova composição também reflete um forte recorte de diversidade interna. Mais de 70% das candidaturas vitoriosas pertencem a mulheres (cis e trans) e a maioria se autodeclara negra (pretos e pardos), consolidando a entrada de novas travestis e mulheres trans em espaços tradicionais do Poder Legislativo.
No entanto, no momento exato desta apuração (5 de outubro de 2026, um dia após a votação), as entidades ainda não publicaram nominalmente a listagem completa com todas as 35 identidades. A divulgação detalhada acontece de forma gradativa à medida que os Tribunais Regionais Eleitorais validam os quocientes partidários de cada estado e confirmam suplências ou retificações de última hora.
Abaixo a lista divulgada publicamente até o momento. Faltam dois nomes para preenhcer a listagem.
- Samanda de Lula (PT-RN) – 634.572 votos
🏛️ Câmara dos Deputados (13 Deputados Federais)
- Erika Hilton (PSOL-SP) – 1.596.472 votos
- Guilherme Cortez (PSOL-SP) – 275.450 votos
- Duda Salabert (PSOL-MG) – 229.535 votos
- Fábio Felix (PSOL-DF) – 224.224 votos
- Rick Azevedo (PSOL-RJ) – 191.371 votos
- Anielle Franco (PT-RJ) – 149.726 votos
- Rosa Amorim (PT-PE) – 144.101 votos
- Giovana Mondardo (PCdoB-SC) – 114.792 votos
- Daiana Santos (PCdoB-RS) – 114.315 votos
- Maria Marighella (PT-BA) – 108.870 votos
- Dandara (PT-MG) – 108.193 votos
- Bella Gonçalves (PT-MG) – 98.750 votos
- Thabatta Pimenta (PV-RN) – 92.743 votos
🏛️ Assembleias Legislativas (18 Deputados Estaduais)
- Sofia Favero (PSOL-SP) – 407.773 votos
- Paula da Bancada Feminista (PSOL-SP) – 326.190 votos
- Ediane Maria (PSOL-SP) – 170.844 votos
- Dani Balbi (PCdoB-RJ) – 169.474 votos
- Monica das Pretas (PSOL-SP) – 159.100 votos
- Duda Hidalgo (PT-SP) – 154.953 votos
- Iza Lourença (PSOL-MG) – 104.524 votos
- Verônica Lima (PT-RJ) – 85.421 votos
- Vilma Reis (PT-BA) – 83.222 votos
- Fabricio Rosa (PT-GO) – 81.540 votos
- Thainara Faria (PT-SP) – 81.485 votos
- Keit Lima (PSOL-SP) – 58.984 votos
- Dani Monteiro (PSOL-RJ) – 55.227 votos
- Natasha (PT-RS) – 54.027 votos
- Jean Volpato (PT-SC) – 48.204 votos
- Tiago Botelho (PT-MS) – 39.387 votos
- Açucena (PT-ES) – 35.988 votos
- Flávio Brasileiro (PT-PB) – 23.756 votos
🏛️ Câmara Legislativa do Distrito Federal (1 Deputada Distrital)
- Keka Bagno (PSOL-DF) – 40.569 votos
Vale ressaltar que um dos nomes LGBT+ eleitos que não constou na lista é de Thammy Miranda (PSD), filho de Gretchen, que apesar de não defender abertamente a causa LGBT em sue mandato, já se declarou um político progressita, mas que no inicio da carreira, era filiado ao Partido Liberal e se desvinculou em 2021 após a entrada de Jair Bolsonaro alegando "divergências ideológicas e ataques pessoais recebidos por membros da família do ex-presidente".
Os dados foram colhidos nos portais Diadorim, Alma Preta, e nos perfis do VoteLGBT, Brasil Fora da Caverna e Votinho Oficial.
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